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Esboço de Mensagem - Silvano



O ESTILO DE VIDA PROPOSTO POR JESUS AOS CRENTES

Jesus, de forma democrática, mesmo portando uma mensagem poderosa, o seu próprio evangelho, como sendo o único meio de resgatar o homem pecador do seu estado de miserabilidade, dar liberdade ao homem de segui-lo ou não. No evangelho de Mateus 16:24-27, Jesus apresenta aos seus ouvintes uma proposta de vida que exige uma disposição daqueles que resolvessem lhe seguir, em carregar diariamente sua própria cruz. No início do versículo 24, ele afirma que aquele que espontânea e voluntariamente quisesse lhe seguir, mas no final do mesmo podemos notar um imperativo; toma a sua cruz e siga-me. Ninguém é obrigado segui-lo mas, uma vez aceitando o desafio, deve estar disposto a carregar sua própria cruz, mortificando assim seus prazeres diariamente numa conversão sem fim.
No versículo 25, temos um paradoxo: perder para ganhar e vice versa, o que levará o homem a decidir se quer renunciar seus prazeres terrenos para gozar a vida eterna, o que significa perder a vida aqui e agora para ganhá-la no futuro no reino dos céus. Só para tentar explicar, mas longe de poder comparar, é semelhante ao homem que renuncia o prazer de gastar uma parte de seus recursos financeiros agora, para investi-lo numa previdência para poder ter tranqüilidade na aposentadoria.
No versículo 26, o homem deve compreender que por mais que ele ganhe aqui nesta vida, jamais poderá resgatar sua alma da perdição, e no versículo 27 Jesus fala da sua segunda vinda em que retribuirá cada um segundo suas obras.
Jesus nunca prometeu vida fácil aqui, como muitos tentam baratear o evangelho dizendo que ao aceitar Jesus tudo será um mar de rosas. Esse não é o evangelho que Jesus pregou. Em Mateus 8:18-22, O Mestre põe à prova os que queriam segui-lo e ao perceber a empolgação de um escriba motivado talvez por seus milagres, Jesus esclarece que ele não tem nem mesmos os que os animais tem, o covil no caso das raposas e os ninhos das aves do céu, pois não tinha onde reclinar a cabeça.
Muitos procuraram Jesus para receberem os seus favores, mas não estavam dispostos a pagarem o preço de carregar a cruz, como podemos ver nas igrejas até hoje principalmente onde há propaganda de curas e bênçãos materiais. Em João 6:26 O Mestre lança esta verdade em rosto dos seus ouvintes ao dizer: “Em verdade em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. Os seus seguidores havia participado do milagre da multiplicação dos pães e peixes e até quiseram fazê-lo rei, mas ao serem confrontados com a verdade logo se escandalizaram dizendo: “Duro é esse discurso; quem o pode ouvir? João 6:60b, e muitos discípulos o abandonaram e já não andavam com ele; então, Jesus chama os doze e dar oportunidade a eles de também se retirarem, mas Pedro reconhece que não outro para quem eles deveriam ir. João 6:66-68.
Desta mesma forma hoje, qualquer líder que tenha a coragem de combater o pecado com veemência, verá a igreja se esvaziar. Quando aceitamos Jesus, parece estarmos mais dispostos a carregar a cruz, mas, com o passar do tempo parece que nos acomodamos e queremos deixar a nossa cruz de lado. Ano passado o nosso irmão Marcos começou a falar sobre vestimentas na igreja e em certo ponto lamentou por perceber que sua palavra não estava surtindo efeito, e chegando o final do ano passou o cajado, vamos dizer assim, para o pastor. Temos que reconhecer que se ele continuasse a falar sobre o assunto certamente seria criticado.
Ser chamado de evangélico é “chique” como dizem por aí. Mas sem passar pela cruz e experimentá-la é ser apenas crente nominal ou “evangélico” o que é mais romântico e o peso da responsabilidade é menor. Ser evangélico é participar de shows, louvorzão etc, sem compromisso com a palavra de Deus pregada sem parcialidade.
O apostolo Paulo experimentou o que é seguir a Cristo e em 2Cor 11:16-33 ele faz um relato dramático do que passou por amor ao seu Senhor, carregando no seu corpo as marcas de Cristo, Gal 6:17. Essa outra face do evangelho não vemos ser mostrada por aí. Quase ninguém teria interesse por ela.

Brumado, 13 de janeiro de 2009